Ônibus(ando): buscando pistas no percurso da criança

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Colaborador

A Casa Tombada

Descrição

O movimento é uma constante, o desejo de ir e vir também... Como chegar? Como se deslocar? Vai de carro? Vai de moto? E se não tem? Vai de ônibus? Sim, vai de ônibus. Quando se quer ir, se encontra jeitos. A história do ônibus está diretamente relacionada com o êxodo rural, a formação das cidades e a necessidade de se deslocar, pois foi preciso percorrer maiores distâncias para que os encontros acontecessem. A princípio, esses movimentos eram feitos a pé, mas como o fluxo de retirada do campo foi intenso, as cidades passaram a crescer de forma acelerada e a demanda de meios de transporte aumentou, devido aos serviços para a população estarem concentrados, na maioria das vezes, longe das residências dos que possuem menor
renda. A partir da rememoração das minhas experiências de andar de ônibus enquanto pequena e depois como estudante universitária, surgiu o desejo de observar as crianças em suas andanças no transporte coletivo em Campo Grande (MS), para compreender melhor quais são as narrativas que trazem em seus deslocamentos. Este trabalho teve como objetivo geral registrar as narrativas vividas e construídas pelas crianças em suas passagens e jeitos de ocupação do transporte público coletivo - os ônibus. Nas viagens me coloquei como pesquisadora-passageira, observadora, com inspiração da antropologia da infância. A partir das experiências, com os registros das falas, escrevi as narrativas das viagens. Ao me encontrar com uma criança, Rara, e com as outras pessoas com quem estive no ônibus, trago as temáticas que emergiram do universo múltiplo e em movimento que o ônibus se configura...
Há uma infinidade de possibilidades de ser e estar no ônibus, este se configura como um espaço de diversas experiências e, para as crianças, muitas vezes, como espaço de subversão.

Data

Junho/2020

Idioma

Português

Tipo

Text

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Editor

Editado por Fernando

Formato

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Abstract

The movement is a constant, the desire to come and go too. How to arrive? How to move? Go by car? Go by motorcycle? What if you don’t? Go by bus? Yes, go by bus. When you want to go, you find ways. The bus history is directly related with rural exodus, the formation of cities and the need to move, because it was necessary to go further distances to happen the meetings. At the beginning, these movements were done by foot, but as the flow of leaving the field was
intense, the cities started to grow at an accelerated rate and the demand for means of transportation increased, due to the services for the population being concentrated, most of the times, far from the residences of those with lower income. Starting with memories of my experiences riding in a bus when I was little and after that as a university student, became the desire of observe the children in their rides in public transportation in Campo Grande (MS), to better understand which narratives they bring in their travels. This work had as general objective to register the narratives lived and constructed by the children in their passages and ways of occupation of the public collective transport - the buses. On the trips I placed myself as a passing- researcher, observer, inspired by childhood anthropology. From the experiences, with the talk records, I wrote the trip’s narratives. When I meet a child, Rara, and other people with who I was on the bus, I bring the themes that emerged from the multiple and moving universe that the bus is configured… There are an infinite number of possibilities to be and remain on the bus, this is configured as a space of different experiences and, for children, often as a space for subversion.

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Coleção

Referência

MANFROI, Miraíra Noal , “Ônibus(ando): buscando pistas no percurso da criança
,” Plataforma de Pesquisas - A Casa Tombada, acesso em 26 de fevereiro de 2021, http://biblioteca.acasatombada.com.br/omeka/items/show/1560.

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